Vigilância aérea

<i>NATO</i> aposta nos <i>drones</i>

A Aliança Atlântica anunciou, dia 15, que irá gastar três mil milhões de euros para adquirir e utilizar de forma integrada um conjunto de drones (aeronaves não tripuladas) concebidos por fabricantes dos EUA.

O projecto integra-se no programa de vigilância aérea do espaço europeu e prevê a aquisição por 13 países europeus de aviões de reconhecimento sem piloto do tipo Global Hawks, produzidos pelo grupo norte-americano Northrop Grumman. Estes aparelhos serão integrados no novo sistema de vigilância, denominado Alliance Ground Surveillance (AGS), que irá operar a partir da base aérea de Sigonella na Sicilia (Itália).

Segundo um responsável da NATO, citado pela AFP, «a recente operação da Líbia mostrou a importância destes equipamentos», os quais permitiram recolher informações preciosas para a preparação das missões de bombardeamento aéreo que devastaram o país.

O lançamento do AGS, em discussão desde 1992, foi oficializado no início deste mês pelos ministros da Defesa dos 28 países membros da NATO. Para além do Reino Unido e da França que já dispõem de aparelhos deste tipo (o Sentinel britânico e o Heron francês, baseado em tecnologia israelita), novos drones serão comprados pela Alemanha, Bulgária, Estónia, Itália, Lituânia, Letónia, Luxemburgo, Noruega, República Checa, Roménia, Eslováquia, Eslovénia e Estados Unidos.



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